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Agência Site Blog da Pedra

Ha indícios que Temer estaria recebendo mesada

PF envia ao STF indícios de que Temer recebia mesada de R$ 340 mil


Segundo as investigações, dinheiro era pago por empresas do setor
 portuário (Foto: Reprodução)
Em 06/06/2018 às 15:15




No documento da Polícia Federal (PF) que resultou nos mandados
de busca e apreensão da operação Skala, os investigadores apontam
indícios de que o presidente Michel Temer teria recebido R$ 340 mil
por mês, no fim da década de 90, de empresas do setor portuário.

Deflagrada em março último, a operação apura a prática de corrupção
passiva e de lavagem de dinheiro. Em troca de propina, Temer teria 
assinado decreto, em maio do ano passado, que ampliou de 25 para
35 anos os prazos dos contratos de concessão e arrendamento de 
empresas que atuam em portos, permitindo que eles possam ser 
prorrogados até o limite de 70 anos.

A PF já informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a 
probabilidade de pagamento de mesada a Temer, de acordo com
informações do blog da Andreia Sadi, no portal G1. 
Entre as empresas que forneciam o dinheiro estão a Rodrimar, cujos
dirigentes foram alvo da Skala. Amigos do presidente também 
chegaram a ser presos, entre eles o coronel João Batista Lima Filho
e o advogado José Yunes.

O delegado Cleyber Malta Lopes cita, no documento, ainda conforme
o blog, uma planilha que integrava o inquérito 3105, que foi arquivado
em 2011 pelo ministro Marco Aurélio Mello. 
Essa tabela relacionava pagamentos a "MT", que seria Michel Temer, 
a "MA", que seria Marcelo Azeredo, indicado por Temer para comandar
a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) – estatal que 
administra o Porto de Santos, e a "L", que seria Lima, o coronel 
aposentado da Polícia Militar João Batista de Lima Filho, amigo de 
Temer e sócio da Argeplan.

“Fazendo uma ligação com as informações trazidas, na planilha acima, 
na qual denota possível pagamento também pela Rodrimar de vantagem 
indevida para MT (possivelmente Michel Temer), em 1998, na ordem de
R$ 340 mensais e ainda adicional de R$ 200 mil, textualmente indicado
como sendo para campanha, não é difícil supor que tal relação promíscua
entre empresários e agentes políticos se perpetue até os dias atuais”,
disse o delegado.

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