SSPDS e MPCE celebram convênio para traçar medidas para redução de CVLIs no Ceará nesta terça-feira, 27 (Foto:Leonardo Maia/O Povo)
Em 27/08/2019 às 15:30
A prevenção de crimes com ações de urbanização e atenção às comunidades será um dos focos da segurança no Ceará. É o que promete convênio assinado na manhã desta terça-feira, 27, entre a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS) e o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE). De acordo com as instituições, serão empenhados esforços e troca de conhecimentos, informações e experiências que viabilizem estratégias eficazes para a redução dos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) no Estado.

"A violência não é apenas um problema de polícia, é um problema que também envolve urbanização, geração de emprego e renda, infraestrutura", afirmou o secretário da Segurança, André Costa. Segundo Costa, o MPCE deve acompanhar e fiscalizar "tudo o que está sendo feito". "Pretendemos ter outro olhar diferente do nosso, que é estritamente policial. A justiça social é a melhor forma de fazer segurança pública no mundo", ponderou.

Para isso,o MPCE passa a ter acesso a todos os dados da SSPDS e participar do planejamento das ações da secretaria. Também presente no ato de assinatura do convênio, o procurador-geral de Justiça do Estado do Ceará, Plácido Rios, enfatizou que trata-se de "uma atuação pioneira" na promoção de justiça social em regiões com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Rios destacou ainda o uso de tecnologias em nova metodologia científica desenvolvida pela SSPDS para tratar a criminalidade. "Hoje sabemos exatamente quais são os 47 maiores focos de problemas que existem em Fortaleza (locais na Cidade). Sabemos que o problema realmente existe, onde existe e que é possível de ser resolvido."

Segundo a pasta, as frentes de trabalho definidas por cada instituição devem priorizar investigações, ações penais e execuções penais. Os representantes de cada órgão serão nomeados por meio de portaria específica que será publicada em até 30 dias.

Fonte: O Povo