Janeiro teve oito homicídios em Juazeiro e o ano começou 38% menos violento

Caio foi morto a tiros no bairro Campo Alegre, enquanto Israel tombou sem vida no Sítio Sabiá, Cláudio Cabecão no centro e João Marcos no bairro Pedrinhas (Foto: Reprodução)
Com oito homicídios em seis bairros e uma localidade da zona rural o mês de Janeiro teve três assassinatos a mais que dezembro ou 60% de acréscimo. Já na comparação com janeiro de 2022 foram cinco homicídios a menos ou 38% inferior, pois, naquele período, ocorreram 13 assassinatos.
Segundo levantamento feito pelo Site Miséria, em janeiro, os bairros onde houve o registro de homicídios foram Centro (02) e os demais no Campo Alegre, Sítio Sabiá, Pedrinhas, Triângulo, Pio XII e Betolandia. Com isso, no acumulado do ano o bairro Centro começou como os mais violentos com dois homicídios ou 25% da matança em Juazeiro.
O mês de janeiro fez o ano começar menos violento. Em 2022, eram 13 homicídios contra oito este ano ou cinco a menos representando um decréscimo de 38% na violência. Eis a relação dos homicídios registrados no decorrer do mês passado em Juazeiro:
Dia 03 Bárbara de Melo Santana, de 40 anos, que residia na Rua Dom Bosco (Franciscanos), morreu no HRC cinco dias após agredir uma pessoa e ser empurrada quando caiu batendo a cabeça no solo sofrendo traumatismo craniano num suposto crime de homicídio culposo. O fato aconteceu em frente a um bar na Rua São Domingos (Centro), onde a mesma chegou embriagada à procura do ex-namorado.
Dia 07 Caio de Souza Dias, de 20 anos, que residia na Rua Osana Pereira (João Cabral), foi morto a tiros na cabeça e teve o corpo encontrado num matagal nas imediações da Cealta Distribuidora de Alimentos na Rua Paizinho Sabiá (Campo Alegre). Ele respondia dois procedimentos por assaltos e outro por corrupção de menor.
Dia 07 Israel Feitosa da Silva, de 19 anos, que residia na Rua Vicente Alencar (Bairro Mirandão) em Crato, foi morto a tiros e teve o corpo encontrado na chamada Estrada do Manoel Coco perto de uma Indústria Cerâmica no Sítio Sabiá. Ele tinha passagens pela polícia e moradores da área disseram à polícia ter ouvido estampidos de arma de fogo na noite anterior.
Dia 12 Cláudio Santos Silva, de 35 anos, o "Cláudio Cabeção", que residia na Rua Geraldo Rocha Sobreira (Bairro Leandro Bezerra) e era vigilante contratado pelo município, foi morto com uma facada no peito esquerdo no seu local de trabalho no Centro de Apoio ao Romeiro perto da Basílica de Nossa Senhora das Dores (Centro). Existem comentários que ele devia dinheiro a agiotas.
Dia 14 João Marcos Gomes Bezerra, de 24 anos, que residia na Rua Francisca Pereira Lopes (Pedrinhas) em Juazeiro, foi morto a tiros e Letícia Freire Diniz atingida por bala perdida. Ele trafegava pela Rua Joaquim Leandro de Sousa na localidade denominada Vila Nova daquele bairro quando foi surpreendido por dois homens numa moto. O mesmo não respondia procedimentos criminais.
Dia 14 - Natanael Silva Diniz, de 42 anos, que residia na Rua Socorro Mota (Triângulo) e era comerciário que trabalhava como pintor de sandálias, morreu ao dar entrada no HRC. Ele foi espancado a pauladas perto de casa e não respondia procedimentos criminais.
Dia 15 Francisco Henrique Cirino da Silva, de 26 anos, que residia na Rua Engenheiro Barreto no centro de Iguatu, morreu no HRC horas após ser baleado na Rua Cônego Climério (Pio XII). Ele usava tornozeleira eletrônica por conta de um latrocínio, no dia 9 de março 2014 em Iguatu, quando matou para roubar o comerciante Francisco Sabino Queiroz, de 76, o Chico Marchante, que era dono de uma mercearia no bairro Brasília.
Dia 29 Rogério da Silva Santos, de 22 anos, que residia no bairro Betolandia, morreu no cruzamento das avenidas Castelo Branco e Manoel Coelho naquele bairro ao ser alvejado com um tiro. Ele anunciou assalto perante um PM do RAIO à paisana que fazia exercícios pedalando sua bicicleta o qual atirou e se apresentou na delegacia com a arma.
Por Demontier Tenório
Miséria.com.br
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