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novo julgamento

Acusado de homicídio a punhaladas por homofobia em Juazeiro foi a júri popular

A sessão ordinária do Júri desta quinta-feira (27) em Juazeiro julgou um acusado de homicídio que terminou solto. Na madrugada do dia 30 de maio de 2021, na Rua Francisco Chagas Callou (Antonio Vieira), Michael Alves dos Santos, de 28 anos, o "Carioca", matou a golpes de punhal David da Silva Santos, de 22 anos. De acordo com os autos do processo foi um crime motivado por homofobia. Em julho de 2023 ele tinha sido condenado a 21 anos e dez meses de prisão, mas a defesa recorreu.

Já no julgamento de ontem a condenação foi de 12 anos tendo cumprido uma parte e restam oito anos. Estes, segundo a sentença prolatada pela juíza Carliete Roque Gonçalves Palácio em regime inicialmente aberto não tendo decretando a prisão do réu. Após o crime, populares quase linchavam Carioca que foi socorrido ao hospital e ainda quebraram móveis na casa dele. Ainda de acordo com os autos, é apontado como um homem problemático e já tinha se envolvido em vários conflitos com pessoas.

Ele e sua mãe vieram parar em Juazeiro procedentes de Angra dos Reis (RJ), mas a genitora retornou após ver o filho se metendo em muitas confusões. Segundo testemunhas, "Carioca" tinha aversão a pessoas homoafetivas e o homicídio ganhou, também, contornos de homofobia. Naquela madrugada, ele bebia com uma pessoa em sua casa, enquanto a vítima fazia o mesmo com amigas no imóvel em frente ao do acusado.

Em determinado momento a bebida de "Carioca" acabou e ele foi lá pedir um pouco tendo sido o suficiente para iniciar uma discussão ante a negativa de David. O bate-boca foi recheado de ofensas homofóbicas e "Carioca" seguiu até sua casa quando apanhou um punhal. O mesmo retornou para matar David após ameaçar familiares da vítima e uma pessoa que tentou acalmar os ânimos. Ele chegou a conquistar liberdade, mas voltou a ser preso no último dia 22 de setembro no Sítio Araújo em Aurora.

Por Demontier Tenório
Miséria.com.br

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