Banner - anuncie aqui

Banner - anuncie aqui
Agência Site Blog da Pedra

EM JUAZEIRO DO NORTE

Governo do Ceará exclui Juazeiro do Norte da Patrulha Maria da Penha e é acusado de usar a segurança das mulheres como moeda política

Comandante da Polícia Municipal denuncia “politicagem” e afirma que decisão do governador Elmano de Freitas penaliza diretamente vítimas de violência doméstica


Por redação
Site Blog da Pedra
A exclusão de Juazeiro do Norte da lista de municípios contemplados com viaturas da Patrulha Maria da Penha, anunciada pelo Governo do Estado do Ceará, provocou indignação e duras críticas por parte da Polícia Municipal. O comandante César Alves questionou publicamente a decisão do governador Elmano de Freitas, acusando o Estado de praticar politicagem e de virar as costas para mulheres que dependem de políticas públicas para sobreviver à violência doméstica.

Mesmo sendo um dos maiores municípios do interior cearense e referência na implantação da Patrulha Maria da Penha fora da capital, Juazeiro do Norte foi simplesmente ignorada pelo Governo do Estado. A decisão ocorre apesar de o município possuir uma estrutura consolidada, histórico comprovado de atuação e ter formalizado interesse em integrar o programa estadual.

Na avaliação do comandante, a atitude do governo não encontra justificativa técnica, administrativa ou social. Ao contrário, revela um uso político de um programa sensível, que deveria ter como prioridade absoluta a proteção da vida e da integridade das mulheres. 

“Não se trata de perseguir um gestor, mas de penalizar toda uma população feminina que precisa desse serviço”, pontuou.

Juazeiro do Norte mantém, há anos, uma atuação contínua no acompanhamento de mulheres com medidas protetivas, realizando visitas periódicas, ações preventivas e prisões de agressores. Mesmo com esse histórico, o município foi deixado de fora enquanto outras cidades receberam viaturas e equipamentos do programa.

A situação expõe uma prática grave: a seletividade política na distribuição de políticas públicas essenciais. Quando o Governo do Estado escolhe quem merece ou não proteção com base em alinhamento político, rompe-se o princípio da igualdade e transforma-se um programa de enfrentamento à violência contra a mulher em instrumento de disputa de poder.

A Patrulha Maria da Penha não é um favor do governo, mas uma obrigação do Estado. Negar esse reforço a Juazeiro do Norte significa enfraquecer a rede de proteção, aumentar a vulnerabilidade das vítimas e ignorar dados, histórico e realidade local.

Até o momento, o governador Elmano de Freitas não apresentou qualquer explicação pública convincente sobre os critérios utilizados para excluir Juazeiro do Norte da iniciativa. O silêncio do Estado apenas reforça as críticas e amplia a sensação de descaso.

Em um cenário de índices alarmantes de violência doméstica, usar a segurança das mulheres como ferramenta política é inadmissível. A cobrança agora é clara: que o Governo do Ceará reveja a decisão, apresente critérios transparentes e trate a proteção das mulheres como prioridade real e não como discurso seletivo.

Postar um comentário

0 Comentários