Mãe denuncia suposta discriminação contra criança autista em creche de Juazeiro do Norte: "disse que não tinha útero para isso"
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| Foto: Reprodução |
Ao utilizar a tribuna, Mikaelle Fernandes relatou que o filho teria sido alvo de uma atitude considerada por ela como preconceituosa por parte de uma professora da Creche Maria Letícia, no bairro São José. Segundo a mãe, o episódio ocorreu após a educadora informar que a criança estaria apresentando comportamento agressivo em sala de aula.
"Ela tinha dito que ele estava agressivo, tinha batido nos coleguinhas, na professora. Ele faz uso do medicamento. Eu disse para ela que ele estava tomando medicamentos certinhos. Ela olhou simplesmente na minha cara e disse que não tinha útero para isso, que o útero dela era fechado. Eu achei uma discriminação por meu filho ser autista", disse.
Mikaelle afirmou que registrou boletim de ocorrência e procurou a Secretaria Municipal de Educação (Seduc), mas, até o momento, não teria recebido retorno sobre as providências adotadas. A criança segue frequentando a creche, porém, segundo a mãe, está sem cuidador. Nem a diretora me falou nada, ninguém me respondeu nada sobre esse caso, disse.
Seduc se manifesta
Procurada pelo Portal M1/Miséria, a Seduc informou que as providências cabíveis já estão sendo adotadas. De acordo com a pasta, no dia do ocorrido, a unidade escolar reuniu a mãe do aluno e a professora mencionada para esclarecimento dos fatos. A Ouvidoria recebeu a denúncia no mesmo dia, realizou o atendimento à mãe, efetuou o registro formal do caso e encaminhou a demanda ao setor de Educação Inclusiva, que esteve na escola para averiguação das informações e registrou a intervenção em ata.
"A Ouvidoria segue realizando as oitivas e, após a conclusão dessa etapa, o caso será encaminhado à Controladoria Geral do Município para análise. Ressaltamos que o estudante segue frequentando a unidade, e participando ativamente da rotina escolar. A situação segue sendo apurada com seriedade e celeridade, e a Seduc permanece à disposição para os esclarecimentos que se fizerem necessários", diz a nota.
Por Rogério Brito
Miséria.com.br

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