EUA acusa Brasil de esconder base militar Chinesa na Bahia
Um relatório de 36 páginas divulgado na última semana por uma comissão do Congresso dos Estados Unidos afirma que a China manteria uma base considerada “não oficial” em território brasileiro. De acordo com o documento, a estrutura estaria localizada em Salvador, na Bahia, e corresponderia à Estação Terrestre “Tucano”, criada a partir de um acordo firmado em 2020.
Segundo os parlamentares norte-americanos, a instalação operaria nas dependências da empresa brasileira Ayla Space, do setor aeroespacial, em cooperação com a companhia chinesa Beijing Tianlian Space Technology, com foco na recepção e processamento de dados de satélites.
O texto sustenta que o projeto teria possíveis implicações militares devido a vínculos formais com instituições de defesa do Brasil. O relatório cita ainda que a empresa Alya Nanosatellites firmou um memorando de entendimento com o Departamento de Ciência e Tecnologia da Força Aérea Brasileira, prevendo treinamento de militares em simulações orbitais e o uso de antenas da FAB como suporte à estação. Para os congressistas, essa cooperação poderia abrir espaço para influência chinesa na área espacial militar brasileira e ampliar a presença de Pequim em uma região considerada
estratégica para a segurança nacional dos EUA.
O documento também aponta a possibilidade de desenvolvimento de tecnologias de monitoramento com alta frequência de revisita, capazes de identificar ativos militares camuflados e acompanhar objetos espaciais em tempo real.
Em um mapa da América do Sul incluído no relatório, são indicadas supostas estruturas chinesas em outros países da região, como a Argentina. No entanto, apenas a unidade mencionada no Brasil aparece classificada como “não oficial”. Ao longo das 36 páginas, o Brasil é citado 15 vezes, enquanto o termo “brasileiros” aparece sete vezes.
O relatório ainda faz referência a uma iniciativa internacional de radioastronomia voltada à detecção de oscilações acústicas de bárions por meio da observação de radiofrequências. Conforme o texto, o projeto reúne instituições de pesquisa do Brasil, China, África do Sul, Reino Unido, Suíça e França.
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