Barbalha registra 25 mortes violentas em 2026; março e abril concentram maior número de casos

Barbalha já contabiliza 25 mortes violentas em 2026, considerando homicídios e mortes decorrentes de intervenções policiais. Os dados apontam uma média superior a duas ocorrências por mês ao longo do ano, com maior concentração de casos nos meses de março e abril, que registraram cinco mortes cada.

O levantamento realizado pelo Blog da Pedra reúne ocorrências registradas no município ao longo dos últimos meses. Em janeiro foram quatro mortes; fevereiro teve três; março e abril registraram cinco cada; maio contabilizou duas; junho não teve ocorrência incluída no levantamento; julho teve três; agosto registrou uma e setembro soma duas até o momento.

Historicamente, Barbalha também apresenta variações significativas no número de mortes violentas. De acordo com o levantamento, considerando os últimos 177 meses, o município contabilizou 282 mortes, o que representa uma média aproximada de 19 mortes por ano.

O maior número anual registrado no período foi em 2015, quando 29 pessoas morreram, enquanto 2019 apresentou o menor número, com sete mortes.

Confira os casos registrados em 2026:

JANEIRO — 4 mortes

14 de janeiro — José Renan Barbosa dos Santos, de 24 anos, foi morto a tiros na Rua Zuca Sampaio, próximo à Capela de Santo André, no bairro Bela Vista.

14 de janeiro — Givanildo Ferreira Brandão, de 16 anos, e Weslley Galdino Rodrigues, de 17 anos, morreram no Hospital São Vicente de Paulo após um confronto com militares do BEPI, no Conjunto Nassau.

31 de janeiro — Cícero da Silva Ferreira, de 27 anos, conhecido como “Cicinho”, foi morto a tiros em um bar localizado na Vila Esperança, no Sítio Estrela.

FEVEREIRO — 3 mortes

11 de fevereiro — Alex Davi Vieira da Silva, de 16 anos, foi morto a tiros na Rua T7, na Vila Santa Terezinha, bairro Malvinas.

12 de fevereiro — Maciel Vinicius Lopes da Silva, de 16 anos, conhecido como “Pin”, foi morto a tiros dentro de uma barbearia na Rua Padre Correia, no bairro Alto do Rosário.

28 de fevereiro — João Vitor Beserra Mendes, de 20 anos, morreu na Avenida Leão Sampaio, no bairro Bulandeira, após confronto com policiais civis.

MARÇO — 5 mortes

3 de março — José Deivid de Sousa, de 34 anos, foi morto a tiros na Avenida Paulo Marques, próximo ao Mercantil da Paz, no bairro Bulandeira.

13 de março — José Jonas Nascimento Santos, de 24 anos, foi morto a tiros na calçada da residência de familiares, na Avenida José Bernardino, bairro Malvinas.

15 de março — Jheymisson Sousa dos Santos, de 17 anos, conhecido como “Jheymin”, foi morto a tiros nas proximidades de sua residência, na Rua da Mata, no conjunto Minha Casa Minha Vida, bairro Barro Branco.

15 de março — Francisco Rodrigues Neto, de 32 anos, foi morto a tiros dentro de uma residência na Avenida Santo Expedito, no bairro Malvinas.

24 de março — Edmilson Bezerra Lourenço, de 42 anos, conhecido como “Dil”, foi morto a tiros na Avenida Perimetral Leste, no bairro Cirolandia.

ABRIL — 5 mortes

2 de abril — Paulo Vinicius Oliveira Silva, de 18 anos, foi encontrado morto após ter o corpo incinerado no banco traseiro de um carro abandonado em uma área de matagal no Loteamento Delta Park, no Sítio Lagoa.

5 de abril — José Mailson Pereira, de 26 anos, foi morto a tiros dentro de uma residência na Rua Rita de Cássia Araújo Silva, no bairro Bulandeira.

10 de abril — Roberto dos Santos, de 50 anos, foi morto com um tiro dentro de sua residência, na Vila Santo Antônio. O próprio filho foi apontado como acusado do crime.

21 de abril — Juan Alexsandro Araújo Santana, de 15 anos, foi morto a tiros na Avenida Augusto Barroso, no bairro Cirolandia.

27 de abril — Cícero Feitosa da Silva, de 29 anos, conhecido como “Salvador”, foi morto a tiros dentro de sua residência, na Rua B3 do conjunto Minha Casa Minha Vida, no bairro Barro Branco.

MAIO — 2 mortes

1º de maio — Antonio dos Santos Sampaio, de 34 anos, conhecido como “Toinzinho da Estrela”, foi morto a tiros dentro de uma caminhonete D20, na Rua da Mata, no conjunto Minha Casa Minha Vida, bairro Barro Branco.

10 de maio — Maria Amanda Nascimento Lima, de 30 anos, foi morta a tiros dentro de sua residência, na Rua Francisco Ferreira de Araújo, na Vila Santo Antônio.

JUNHO — nenhuma morte registrada

O levantamento não aponta mortes violentas enquadradas na estatística durante o mês de junho.

JULHO — 3 mortes

8 de julho — Francisca Gerlane Fernandes Pereira, de 29 anos, foi morta a tiros dentro de sua residência, na Rua Elias Pereira de Brito, no Sítio Mata dos Limas.

17 de julho — Antonio Felipe Ferreira do Monte, de 27 anos, conhecido como “Africano”, foi morto a tiros na Travessa Santana Maria da Conceição, no Conjunto Nassau.

22 de julho — Ana Cléia Jaco dos Santos Bernardino, de 43 anos, foi morta a tiros na calçada de uma residência na Rua P06, próximo ao cruzamento com a Avenida Luiz Gonzaga, no bairro Malvinas.

AGOSTO — 1 morte

19 de agosto — Antônio Callou Beserra, de 90 anos, foi encontrado morto dentro de sua residência, no Sítio Saco I, distrito de Arajara, na zona rural de Barbalha. Segundo as informações do caso, ele foi vítima de latrocínio. Os acusados foram presos.

SETEMBRO — 2 mortes

15 de setembro — Heloísa Vitória Bezerra dos Santos Pereira, de 22 anos, foi morta a tiros na porta de sua residência, na Rua Engenheiro Marcos Aurélio do Nascimento Santana, no bairro Alto do Rosário.

22 de setembro — Marcos Vinicius Maximiano de Lima, de 19 anos, conhecido como “Marcão”, que trabalhava como barbeiro, morreu no Hospital São Vicente de Paulo após ser baleado no cruzamento das ruas P21 e Luiz Gonzaga, no bairro Malvinas.

Com as duas ocorrências registradas em setembro, Barbalha chega a 25 mortes violentas em 2026, segundo o levantamento do Blog da Pedra. O número ainda pode sofrer alteração até o fim do ano, conforme novas ocorrências sejam registradas e os casos sejam oficialmente classificados.