Camilo Santana acusa Flávio Bolsonaro de descumprir prazo para apresentar documentos sobre abertura de sigilos

O senador Camilo Santana (PT-CE), integrante da campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta sexta-feira (23) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não teria cumprido o prazo estabelecido para apresentar documentos relacionados ao acordo de abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos dois candidatos.

Segundo Camilo, a campanha de Lula protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), antes das 23h59 de quinta-feira (22), as autorizações e os documentos solicitados conforme as condições apresentadas pela equipe adversária. Entre os materiais mencionados pelo senador estão informações sobre pagamentos realizados com cartão corporativo, agenda presidencial e voos da Força Aérea Brasileira (FAB).

De acordo com o petista, a equipe de Flávio Bolsonaro teria apresentado procurações somente depois do prazo estabelecido. Camilo também afirmou que os documentos protocolados pela campanha do PL condicionariam a divulgação das informações à existência de uma decisão judicial do TSE.

A equipe de Flávio Bolsonaro havia declarado anteriormente que apresentaria a documentação após verificar se Lula tinha cumprido integralmente as condições estabelecidas na proposta de abertura dos sigilos.

Como começou o impasse

A discussão teve início após Lula desafiar Flávio Bolsonaro, durante um debate promovido pela Band, a autorizar a divulgação de informações financeiras e telefônicas dos dois. A proposta deu origem a negociações entre as campanhas, que passaram a discutir as condições para a abertura dos dados.

O episódio provocou divergências sobre o cumprimento dos termos acordados e os procedimentos necessários para tornar as informações públicas.

As declarações de Camilo Santana representam a versão apresentada pela campanha petista sobre o andamento do acordo. Até que os documentos e as condições sejam esclarecidos pelas partes envolvidas, as acusações não permitem concluir, por si só, que houve irregularidade por parte de Flávio Bolsonaro.