Camilo Santana defende classificação de PCC e CV como organizações terroristas e diverge de posição do Governo Federal

Senador cearense afirma que facções promovem terror em todo o país e diz ter considerado “equivocado” posicionamento do presidente Lula sobre o tema

O senador Camilo Santana (PT) defendeu a classificação das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A declaração foi dada em entrevista ao portal Metrópoles e marca um posicionamento diferente do adotado pelo Governo Federal e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A discussão voltou ao centro do debate após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestar apoio à classificação das facções brasileiras como grupos terroristas.

Durante a entrevista, Camilo Santana afirmou que as ações promovidas pelo PCC e pelo CV espalham medo e violência por diversas regiões do país e, por isso, merecem a mais dura classificação possível.

“Se o PCC e o CV causam terrorismo no Brasil inteiro, o que houver de pior para classificar esse pessoal, tem que classificar”, declarou o senador.

Camilo também revelou ter conversado diretamente com o presidente Lula sobre o assunto. Segundo ele, considerou “equivocado” o discurso feito pelo chefe do Executivo durante uma agenda em Sergipe, quando Lula reagiu à posição dos Estados Unidos afirmando que o combate às facções criminosas é uma responsabilidade do Brasil e não do governo norte-americano.

A declaração do senador evidencia uma divergência dentro do próprio campo político governista em relação à forma como o país deve enfrentar o avanço das organizações criminosas. O debate envolve questões jurídicas e diplomáticas, uma vez que a classificação de grupos como terroristas pode ampliar mecanismos de combate, cooperação internacional e aplicação de sanções.

O tema segue repercutindo entre autoridades brasileiras e deve continuar em discussão nos próximos meses diante do crescimento da atuação das facções criminosas em diferentes estados do país.