Confusões em Juazeiro do Norte terminam com tentativa de homicídio e agressão entre irmãos

Duas ocorrências de violência mobilizaram equipes da Polícia Militar durante o último sábado (14) em Juazeiro do Norte. Os casos foram registrados nos bairros Vila Fátima e Pio XII, envolvendo uma tentativa de homicídio com uso de facão e uma agressão motivada por cobrança de dívida.

O caso mais grave aconteceu por volta das 23h30, na Rua Pedro Guilherme, nas proximidades da Escola Maria Quirino da Silva, no bairro Vila Fátima. Segundo a Polícia Militar, Antonio Batista de Andrade, de 52 anos, conhecido como "Galego", foi atingido por um golpe de facão na cabeça durante uma discussão com o vizinho Francisco Fortaleza Correia, de 56 anos.

De acordo com o relato do suspeito aos policiais, a vítima estaria embriagada e teria ido até sua residência pedir dinheiro à sua mãe, além de afirmar que desejava se relacionar com ela. Ao tomar conhecimento da situação, Francisco foi tirar satisfações com o vizinho, momento em que ocorreu o confronto.

Antonio Batista foi socorrido e encaminhado ao Hospital Regional do Cariri (HRC) para atendimento médico. Já Francisco Fortaleza foi conduzido à Delegacia Regional de Polícia Civil juntamente com o facão utilizado na ocorrência.

Após análise dos fatos, o delegado Douglas Duremberg autuou o suspeito por tentativa de homicídio. Durante audiência de custódia, o juiz Daniel Alves Mendes Filho concedeu liberdade provisória mediante o uso de tornozeleira eletrônica.

Irmãos se envolvem em briga por dívida de R$ 4 mil

Horas antes, durante a manhã de sábado, uma equipe da Patrulha Rural foi acionada para atender uma ocorrência na Rua Coronel Francisco Figueira Cruz, no bairro Pio XII.

No local, um homem de 35 anos informou ter sido agredido pelo próprio irmão, de 39 anos, após cobrar uma dívida de aproximadamente R$ 4 mil. Segundo a vítima, ela recebeu diversos socos no rosto durante a discussão.

O acusado, por sua vez, alegou aos policiais que apenas empurrou o irmão. Ele afirmou ainda que o valor cobrado estaria relacionado a serviços de cobrança realizados pela vítima, que trabalhava para ele como crediarista, e que o pagamento somente poderia ser efetuado após a conclusão das cobranças de clientes inadimplentes.

Os dois casos foram registrados pelas autoridades competentes e seguem sob apuração.