Ex-namorada de acusado de matar enfermeira relata relacionamento abusivo: “Poderia ter sido eu”
Às vésperas do julgamento de Matheus Anthony Lima Martins Queiroz, marcado para a próxima segunda-feira (13), uma ex-namorada do acusado revelou ter vivido um relacionamento marcado por violência psicológica, moral e patrimonial. Ao saber do assassinato da enfermeira Clarissa Costa Gomes, morta com 34 facadas em 9 de julho de 2025, ela afirmou que seu primeiro pensamento foi: “Poderia ter sido eu.”
Com identidade preservada, a mulher contou que também sofreu controle excessivo, isolamento de amigos e familiares, chantagens emocionais, traições, dependência financeira do ex-companheiro e ameaças de suicídio sempre que tentava encerrar o relacionamento. Em um dos episódios, ela relata ter sido trancada em um quarto enquanto o acusado destruía seus pertences.
Segundo o depoimento, Matheus pedia que ela não comentasse sobre o relacionamento com outras pessoas, numa tentativa de impedir que familiares e amigos percebessem os sinais dos abusos.

O réu será julgado pelo feminicídio de Clarissa Costa Gomes, enfermeira de 31 anos do Hospital Geral de Fortaleza, assassinada após o acusado não aceitar o fim do relacionamento. O caso teve grande repercussão nacional e mobilizou manifestações por justiça, inclusive da cantora e influenciadora Juliette Freire, amiga da vítima.
A ex-namorada espera que seu relato sirva de alerta para que outras mulheres reconheçam os sinais de relacionamentos abusivos e procurem apoio antes que a violência evolua para situações ainda mais graves.


