Irmãos são condenados a oito anos por tentativa de homicídio em Juazeiro do Norte

Crime ocorreu em 2004 e também atingiu um adolescente de 16 anos, filho de uma das acusadas. Réus cumprirão inicialmente as penas em regime semiaberto

O Tribunal do Júri de Juazeiro do Norte condenou, durante sessão realizada nesta semana, os irmãos comerciantes José Alessandro Lobo Costa, de 50 anos, conhecido como “Lelé”, e Sandra Maria Lobo Costa Maciel, de 61 anos, pelo crime de tentativa de homicídio. Cada um recebeu pena de oito anos de prisão, inicialmente em regime semiaberto.

Em razão do regime inicial estabelecido na sentença, a juíza titular da 1ª Vara Criminal da Comarca de Juazeiro do Norte, Carliete Roque Gonçalves Palácio, decidiu não decretar a prisão dos dois condenados neste momento.

O crime aconteceu no dia 12 de fevereiro de 2004, na Avenida Guanabara, no bairro Pirajá, em Juazeiro do Norte. Na ocasião, Irisvan Macedo de Lima, atualmente com 58 anos, foi atingido por disparos de arma de fogo. Ele também residia na mesma via.

Durante a ação, um adolescente de 16 anos, identificado como Cícero Bruno Lobo Maciel, filho de Sandra, também acabou sendo atingido por uma bala perdida.

Discussão por causa de lixo teria motivado o crime

Segundo informações constantes nos autos, o episódio teria sido motivado por uma discussão envolvendo o descarte de lixo. Conforme o processo, Sandra costumava colocar lixo na calçada da residência de Irisvan, o que teria provocado desentendimentos entre os moradores.

A denúncia apresentada à época pelo então promotor de Justiça Francisco Braga Montenegro Neto aponta que Sandra e o filho Cícero Bruno teriam segurado Irisvan, enquanto José Alessandro, o “Lelé”, efetuou disparos contra a vítima.

Ainda de acordo com a denúncia, Irisvan foi atingido por três tiros nas costas.

Após o crime, José Alessandro, que reside na Rua Jaime Dorcy, no bairro João Cabral, apresentou-se à polícia alguns dias depois.

Versão apresentada pelo acusado

Em depoimento à autoridade policial, “Lelé” apresentou uma versão diferente da relatada na denúncia. Segundo ele, Irisvan estaria armado e teria efetuado um disparo contra seu sobrinho.

O acusado afirmou que conseguiu tomar a arma da vítima e, em seguida, efetuou os disparos.

O caso permaneceu em tramitação judicial por mais de duas décadas até chegar ao julgamento pelo Tribunal do Júri. Com a decisão, os dois irmãos foram condenados a oito anos de reclusão, em regime inicialmente semiaberto.