Juazeiro lembra hoje 50 anos da morte do jornalista Rafael Xavier e 40 do comerciante Jerônimo Freire
O primeiro nasceu em Areias (PB) no dia 3 de dezembro de 1905 e o outro em Juazeiro no dia 27 de maio de 1931
Como forma de homenagens póstumas, o Portal M1 lembra hoje exatos 50 anos da morte do jornalista Rafael Xavier de Oliveira e 40 do farmacista Jerônimo Freire dos Santos, que transcorrem nesta terça-feira. O primeiro nasceu em Areias (PB) no dia 3 de dezembro de 1905 e faleceu no dia 9 de junho de 1976 em Juazeiro (BA) aos 70 anos de idade. O outro nasceu em Juazeiro no dia 27 de maio de 1931 e morreu aos 55 anos num acidente automobilístico em Patos (PB) no dia 9 de junho de 1986.
Rafael faleceu na Bahia, mas o corpo foi trazido para Juazeiro e sepultado no Cemitério do Socorro. Era um apaixonado pela comunicação e foi um dos pioneiros da imprensa em Juazeiro tendo fundado os jornais “A Ordem” e o “O Diário” conseguindo mantê-los em circulação por longo tempo em períodos distintos. Era filho de João Xavier de Oliveira e Maria Francisca da Conceição tendo sido homenageado com nome de rua no bairro Novo Juazeiro.
O mesmo casou no dia 22 de outubro de 1927 com a professora e funcionária pública Cecília Barbosa de Oliveira, cujo casal teve seis filhos: o advogado e funcionário público Rômulo Xavier Barbosa; o economista Antídio Barbosa de Oliveira; a professora Zaira Xavier Barbosa; a funcionária pública estadual Ilka Barbosa de Oliveira; o bancário Cesar Barbosa de Oliveira; Carlos Barbosa de Oliveira e a filha adotiva Rosa de Oliveira.
JERÔNIMO – Era um homem muito conhecido e querido pelo trabalho filantrópico e desinteressado a ponto de receber homenagens em sua terra natal dando nome de rua no bairro Antonio Vieira e escola no João Cabral. Filho de Miguel Freire dos Santos e Maria Tereza de Jesus, teve o Padre Cícero como padrinho de Batismo. Foi casado com Maria Nazareth Secundo dos Santos, a “Lurdinha”, de cujo enlace nasceram: Humberto (falecido), Antonio, Jeane, Andréia e Jerônimo Junior.
Bastante católico sempre participava dos eventos religiosos de Juazeiro como membro da Congregação Mariana tendo sido ainda membro de várias entidades e instituições de ajuda a carentes e deficientes. Na adolescência e após a morte do seu pai, Jerônimo trabalhou na roça para ajudar a família o que continuou fazendo ao mudar de atividade quando se tornou funcionário de uma padaria. Também foi vendedor de cordéis, miudezas, sapateiro e, depois, empregado na Casa Alencar.
Jerônimo Freire cursou apenas até o 2º. Grau na Escola Técnica de Comércio quando armazenou conhecimentos úteis para a vida prática. Ele dividia os estudos com suas atividades laborais. Ou seja, cuidava de aprender enquanto trabalhava na Padaria de Antonio do Café, onde hoje é a agência do BIC. O mesmo trabalhou também na bodega de Joca de Freitas em frente à Prefeitura de Juazeiro.
Depois passou a trabalhar na Farmácia Souza, em companhia de seu padrinho Antônio Ferreira de Souza, proprietário do estabelecimento. Com o falecimento dele, Jerônimo tornou-se sócio proprietário e passou a atuar como farmacêutico devido ao grande conhecimento que adquiriu no ramo. Nisso, passou a desfrutar de grande conceito na sociedade juazeirense. No entanto, jamais quis disputar cargos políticos optando por ajudar as pessoas de outras formas.
Ele foi diretor de entidades como o Lions Clube, APAE (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais), Associação Comercial e sempre se apresentou como voluntário para participar de campanhas em prol de Juazeiro. Sempre ajudou abrigos de idosos, o Orfanato Jesus Maria José e outros. Até sua trágica morte foi Diretor da SIDERAL (Sociedade Comercial de Drogas e Representações Ltda) na Rua Santa Luzia no centro de Juazeiro.


