Motoristas e entregadores de aplicativo iniciam paralisação nacional em protesto por melhores condições de trabalho

Motoristas e entregadores de aplicativos de diversas regiões do Brasil iniciaram nesta sexta-feira (31) uma paralisação nacional, conhecida como "Breque dos Apps", que segue até o dia 2 de agosto de 2026.

O movimento reúne profissionais que atuam por plataformas de transporte e delivery e tem como principal objetivo chamar a atenção das empresas e da sociedade para reivindicações relacionadas às condições de trabalho e à remuneração da categoria.

Entre as principais pautas do protesto estão a contestação ao sistema de "passe", adotado por plataformas como Uber e 99, e à modalidade "+Entregas" do iFood. Segundo os organizadores da mobilização, essas ferramentas estariam impactando negativamente os ganhos dos trabalhadores e aumentando a pressão por mais corridas e entregas.

Além disso, os participantes do movimento reivindicam o reajuste dos valores pagos pelas viagens e entregas, alegando que os custos com combustível, manutenção dos veículos e demais despesas operacionais aumentaram significativamente nos últimos anos, sem que houvesse uma atualização proporcional da remuneração.

A expectativa é que a paralisação tenha adesão em diversas cidades brasileiras, podendo provocar redução na oferta de motoristas e entregadores durante o período do protesto. Com isso, usuários dos aplicativos podem enfrentar maior tempo de espera e tarifas mais elevadas em alguns horários e localidades.

O "Breque dos Apps" é organizado por grupos e associações de trabalhadores por aplicativos, que defendem melhorias nas condições de trabalho, maior transparência nos critérios utilizados pelas plataformas e uma remuneração considerada mais justa para a categoria.