MPCE denuncia motorista de ônibus por acidente que matou sete jovens em Tauá
Acidente aconteceu em junho, na CE-187; perícia descartou problemas mecânicos e apontou manobra brusca como causa do capotamento
O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou, nesta quinta-feira (24), o motorista que conduzia o ônibus da Associação Desportiva e Cultural de Juazeiro do Norte (ADEJU) envolvido em um grave acidente na CE-187, em Tauá. A ocorrência aconteceu na madrugada de 15 de junho e deixou sete jovens mortos e dezenas de pessoas feridas.
O grupo retornava de uma participação na Copa Sobral de Basquete. A delegação era formada, em sua maioria, por atletas adolescentes.
De acordo com a denúncia apresentada pelo MPCE, o motorista é acusado de homicídio culposo, quando a morte ocorre sem intenção, mas em decorrência de imprudência, negligência ou falta de cuidado na condução.
Perícia apontou manobra brusca
Segundo o Ministério Público, o motorista teria perdido o controle do ônibus e, após o veículo sair da pista, realizado uma manobra brusca para retornar à rodovia. Para a Promotoria, a manobra teria sido incompatível com a condução segura de um veículo de grande porte.
O laudo pericial realizado após o acidente apontou que as condições da CE-187 eram favoráveis no momento da ocorrência. Conforme o documento, a pista estava seca, em boas condições de conservação, sem buracos e com boa visibilidade.
A perícia também não identificou falhas nos principais componentes do ônibus. Os sistemas de freios e direção, além dos pneus, não apresentavam problemas que pudessem ter contribuído para o acidente.
Ainda conforme o laudo, o ônibus saiu da pista após um desvio brusco realizado pelo motorista e, posteriormente, tombou no aterro às margens da rodovia.
Caso dos sobreviventes será analisado separadamente
O MPCE informou que a situação das pessoas que ficaram feridas será tratada em procedimento separado. A Polícia deverá identificar as vítimas e colher a manifestação daqueles que necessitam apresentar representação criminal contra o responsável.
Os sobreviventes poderão procurar a Delegacia de Polícia de Tauá para registrar a ocorrência e formalizar a situação até 15 de dezembro de 2026.
O crime de homicídio culposo está previsto no Código Penal e se caracteriza quando uma pessoa causa a morte de outra sem intenção de matar, mas por conduta considerada imprudente, negligente ou sem a devida cautela.


