Professor, escritor e cineasta Sandro Cidrão presta emocionante homenagem ao vaqueiro Assis Jeremias
A partida de Francisco Fernandes da Silva, carinhosamente conhecido como Seu Assis, despertou uma onda de comoção entre familiares, amigos e admiradores de Santana do Cariri. Entre as homenagens recebidas, uma das mais marcantes foi escrita pelo professor, escritor e cineasta Raimundo Sandro Cidrão, que transformou em poesia o legado deixado por aquele que considera um verdadeiro mestre da tradição sertaneja.
No texto intitulado "Assis Jeremias – A bravura de um vaqueiro santanense", Sandro Cidrão relembra a trajetória de Seu Assis como um homem de fé, trabalhador e profundamente identificado com a cultura do sertão. A homenagem destaca sua habilidade na lida com o gado, sua dedicação à família, sua atuação religiosa e sua importante contribuição para a devoção à Beata Benigna Cardoso.
Segundo o escritor, Seu Assis era uma figura admirada pelo bom humor, pela sabedoria e pelo respeito conquistado ao longo da vida. Como vaqueiro, conhecia cada animal pelo nome e dedicava-se com amor à atividade que marcou sua história, tornando-se referência na tradição sertaneja de Santana do Cariri.
Sandro Cidrão também ressalta o papel de Seu Assis como chefe de família, responsável por criar e educar 15 filhos com base em valores éticos, religiosos e humanos. O texto ainda recorda sua intensa participação na vida da Igreja Católica, especialmente na Irmandade do Santíssimo Sacramento, nas festividades de São Vicente de Paulo, em Inhumas, e na devoção à Beata Benigna, incluindo a doação do terreno onde hoje está localizado o Santuário Memorial em Pedra Cariri.
A homenagem ganha ainda mais emoção ao ser concluída com uma poesia que enaltece a figura do vaqueiro nordestino como símbolo de coragem, resistência e identidade cultural. Nos versos, Sandro descreve o homem do sertão enfrentando o sol, a caatinga e os desafios da natureza com bravura, transformando a imagem de Seu Assis em um retrato eterno da tradição nordestina.
Ao encerrar sua mensagem, o escritor expressa solidariedade aos familiares e amigos, afirmando que, embora a despedida seja marcada pela dor, permanece o consolo da fé e a certeza de que Seu Assis segue sua caminhada nos "Páramos Celestiais", sob a proteção da Bem-Aventurada Mártir Benigna e de Senhora Sant'Ana.
A homenagem de Sandro Cidrão não apenas presta tributo a um grande homem, mas também preserva a memória de um personagem que ajudou a escrever a história da cultura sertaneja de Santana do Cariri, reafirmando a importância do vaqueiro como patrimônio vivo das tradições nordestinas.


