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Com depoimento, Lula passa a ter 2 ações em fases avançadas

Interrogatório da ação do sítio de Atibaia aconteceu nesta quarta (14)
 (Foto: Reprodução/ Notícias ao Minuto)
Em 15/11/2018 às 10:00
O depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta 
quarta-feira (14) marca o encerramento de uma das últimas fases
da ação penal do sítio de Atibaia, a terceira a que o petista 
responde em Curitiba.

Com isso, o petista passa a ter dois processos próximos do 
momento decisivo na Justiça Federal do Paraná, além do que 
ele já está condenado e que tentará reverter em terceira instância, 
que trata do tríplex de Guarujá (SP).

Na ação do sítio de Atibaia, Lula é acusado de corrupção e 
lavagem de dinheiro por meio de reformas e benfeitorias bancadas
pelas empreiteiras OAS e Odebrecht na propriedade rural que ele
frequentava no interior de São Paulo. 

Além do petista, são réus outros 12 acusados, incluindo os 
empreiteiros Léo Pinheiro, da OAS, Marcelo Odebrecht. 

Lula foi acusado de corrupção e lavagem de dinheiro por ter se 
beneficiado, segundo a acusação, de benfeitorias que custaram 
R$ 1,02 milhão em imóvel frequentado por ele e por seus familiares
no interior de São Paulo. 
As reformas teriam sido feitas pelas empreiteiras OAS e Odebrecht. 
A ação foi aberta por Sergio Moro em agosto de 2017. 

Cinco dos réus são delatores da Odebrecht. Todos os acusados 
foram ouvidos entre a semana passada e esta quarta-feira, 
finalizando a fase de audiências com os acusados. 
Os interrogatórios ocorrem após a produção de provas com 
depoimentos de testemunhas de defesa e acusação.

A partir de agora, pode haver ainda diligências complementares 
até a abertura de prazo para alegações finais, que são a última 
manifestação de fôlego das defesas até a sentença que dirá se 
os réus serão considerados culpados.

Lula tem outra ação em estado ainda mais adiantado no Paraná. 
Nesse outro caso, ele é acusado de ser beneficiado pela Odebrecht 
mediante a compra de um terreno para o Instituto Lula, em São 
Paulo. Nesse processo, as defesas entregaram as alegações finais
há duas semanas.

Diante disso, o processo do Instituto Lula estaria já prestes a ser
 sentenciado, mas a saída do juiz Sergio Moro deve atrasar a 
definição.

Com o afastamento para assumir o Ministério da Justiça no governo
do presidente eleito, Jair Bolsonaro, o comando das audiências ficou
a cargo da juíza Gabriela Hardt, colega dele na 13ª Vara Federal e 
interina nos casos relacionados à operação no Paraná.

Oficialmente Moro está em férias, e a exoneração deve ocorrer só 
pouco antes de ele virar ministro, em janeiro. Com o desligamento 
formalizado, a Justiça Federal vai abrir um edital para substituição, 
que pode levar algum outro juiz do Sul do país para a vaga do juiz 
paranaense.

No caso do tríplex de Guarujá, a sentença de Moro foi expedida 
dois meses após o encerramento dos depoimentos dos réus.

No processo do Instituto Lula, o depoimento do petista ocorreu 
em setembro de 2017, e até hoje o caso tramita em primeira 
instância. 
Entre os motivos, estão um procedimento paralelo sobre a 
autenticidade de recibos de aluguel apresentados pela defesa 
de Lula e diligências extras no sistema de pagamentos entregue
na delação da Odebrecht.

Lula está preso desde abril em Curitiba em decorrência da 
condenação de 12 anos e 1 mês de prisão imposta pelo Tribunal
Regional da 4ª Região em janeiro deste ano. Ele também é réu 
em ações na Justiça Federal do Distrito Federal. 

NOTICIASAOMINUTO




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