O desfecho de um crime ocorrido na cidade de
Canelinha, em Santa Catarina, chocou a comunidade da cidade e de todo
Estado nesta sexta-feira (28). Após a prisão da principal suspeita pelo
desaparecimento de uma mulher grávida, que havia sido encontrada morta e
abandonada, o depoimento da mesma trouxe esclarecimentos estarrecedores
sobre o caso.
A mulher confessou que matou a vítima, sua 'amiga', com golpes de tijolo
na cabeça. De acordo com a Polícia Civil de Santa Catarina, no
depoimento, a mulher afirmou ter usado um estilete para retirar o bebê
do útero da gestante após o assassinato.
Segundo o delegado Paulo Alexandre Freyesleben e Silva, responsável pelo
caso, a mulher admitiu ter contado à vítima que haveria um chá de bebê
como forma de atraí-la. Flávia Godinho Mafra estava desaparecida desde a
tarde desta quinta-feira, 27. Ela tinha saído de carona para um chá de
bebê surpresa.
Ainda de acordo com o depoimento da autora do crime, ela levou a grávida
para o bairro Galera. Lá, onde teria dado um golpe com um tijolo na
cabeça da vítima, que caiu no chão. Na sequência, ele teria dado novos
golpes. Depois, utilizado um canivete para cortar a barriga de Flávia e
retirar o bebê.
O estilete foi encontrado no local do crime. O corpo da vítima foi
encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) em Balneário Camboriú,
no Litoral Norte. Ainda não há previsão do laudo com as causas da morte,
de acordo com o órgão.
Galpão de cerâmica onde o corpo foi encontrado em Canelinha (Mayara Vieira/NSC TV)
A mulher ainda informou que estava grávida mas perdeu o bebê em janeiro
deste ano. Ela não contou aos familiares e teve a ideia de roubar o bebê
da amiga grávida para criar como sendo seu.
De acordo com a Polícia Civil, a criança não corre risco, encontra-se no
hospital infantil e vai ficar sob os cuidados do Conselho Tutelar.
Internações da suspeita e da bebê
O delegado também relatou que a suspeita foi ao Hospital e Maternidade
Maria Sartori Bastiani, em Canelinha, onde disse ter tido um parto. A
unidade de saúde não comunicou detalhes sobre o caso, mas informou que
médicos e funcionários vão prestar depoimentos relativos ao caso.
O delegado responsável afirmou que foi o companheiro da suspeita levou a
recém-nascida até o Hospital Infantil Joana de Gusmão, em
Florianópolis. Na noite de quinta-feira, a Polícia Militar foi chamada
pela equipe médica, que desconfiou dos cortes profundos no corpo da
bebê. A Secretaria de Saúde Estadual informou que recebeu a paciente e
não está autorizada a divulgar outras informações.
De acordo com a Polícia Civil, o companheiro da suspeita foi detido na
unidade de saúde. Durante os primeiros esclarecimentos ao delegado,
afirmou que não teria participado do crime.
Desaparecimento
A vítima estava grávida de 38 semanas e era diabética, informou a
Prefeitura de Canelinha. Ela é pedagoga e já trabalhou como professora
temporária. Neste ano, ela estava trabalhando em uma loja. Por estar no
grupo de risco do coronavírus, estava afastada do trabalho presencial.
Na quinta-feira (27), ela saiu de casa a pé para ir em um chá de bebê
surpresa, segundo Jeisiane Benevenute, amiga da vítima desde a infância e
escolhida para ser madrinha da bebê junto com outro casal.
Sem ter notícias da amiga até a noite de quinta, Jeisiane e a família
fizeram postagens em redes sociais informando o desaparecimento. Pela
manhã, amigos e familiares souberam que o corpo foi encontrado.
"A família viu ela morta. Agora me acalmei, mas hoje de manhã quando eu soube da morte, desabei", disse.
Fonte: Clic Camaquã
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