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TCU

Gastos secretos do cartão corporativo de Bolsonaro serão julgados em segredo


Jair Bolsonaro e o empresário Luciano Hang em passeio de moto: gastos com eventos como esse também foram alvo de análise de auditores do TCU (Foto: Reprodução)
Em 01/12/2021 às 10:00
O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) julga, em sessão secreta nesta quarta-feira (1º), uma auditoria de mais de 80 páginas que analisou os gastos com cartão corporativo do presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus familiares. O relator do processo é o ministro Raimundo Carreiro, indicado pelo presidente da República para assumir a embaixada do Brasil em Portugal.

A informação é do jornal O Globo. A reportagem lembra que auditoria foi feita pela equipe técnica do TCU e analisou os gastos, ao longo de 2019, de mais de R$ 14,8 milhões de reais de Jair Bolsonaro e seus familiares.

Carreiro foi alvo de um pedido de suspeição da relatoria do caso feito pelo deputado Elias Vaz (PSB-GO), integrante da Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados. Elias Vaz é quem assina o pedido de fiscalização dos gastos do presidente.

No pedido de suspeição, o deputado questiona a imparcialidade de Carreiro para analisar os gastos do presidente, já que o ministro foi convidado, pelo próprio Bolsonaro, para assumir a embaixada do Brasil em Portugal.

“Dois aspectos que chamam à atenção. Uma é o ministro não ter se declarado impedido. Agora esse fato de o julgamento ser sigiloso, de a população não poder acompanhar. Isso está gerando indignação”, disse o deputado.

O parlamentar diz que a “população tem o direito de saber” com que o presidente Jair Bolsonaro tem gasto, em média, R$ 1,5 milhão por mês com cartão corporativo.

A relatoria do pedido de suspeição de Carreiro na apuração dos cartões corporativos ficou com o ministro Bruno Dantas, que ainda não decidiu se aceita ou rejeita a solicitação protocolada pelo deputado Elias Vaz.

“A arguição de impedimento/suspeição solicitada pelo deputado Eliaz Vaz, está sendo tratada no TC 043.888/2021-6, autuado dia 25/11, ainda sem deliberação”, diz, em nota, o TCU.

Fonte: O Tempo

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