Novo mecanismo do Banco Central reforça a proteção contra golpes no Pix; medida torna-se obrigatória a partir de 3 de fevereiro
Em vigor desde 23 de novembro de 2025 de maneira facultativa, o MED 2.0 passa agora a ser adotado por todas as instituições financeiras. A principal inovação do sistema é o uso da chamada árvore de transações, que permite rastrear o caminho do dinheiro após a fraude.
Antes, a análise se restringia à primeira conta que recebia o valor. Com o novo modelo, bancos e fintechs compartilham informações e conseguem identificar todas as contas por onde o dinheiro passou, aumentando as chances de bloqueio e devolução dos recursos.
Solicitação de reembolso
Para solicitar o ressarcimento, o cliente deve registrar a contestação da transação diretamente no aplicativo da instituição financeira. Nos casos em que a recuperação é possível, a devolução pode ocorrer em até 11 dias, conforme o Banco Central.
O BC orienta que o registro da contestação seja feito o mais rápido possível, já que o tempo entre o golpe e a comunicação é decisivo para evitar que os criminosos dispersem os valores, dificultando a recuperação.
Desde 1º de outubro, as instituições financeiras são obrigadas a disponibilizar um botão de contestação nos aplicativos, permitindo que o usuário relate imediatamente um Pix fraudulento, sem necessidade de atendimento humano.
Por Nathalie Fernandes
Miséria.com.br

0 Comentários