“Não vão conseguir nos quebrar”, diz filho de Maduro após ação dos EUA
Filho de Maduro pede resposta à invasão dos EUA após captura do pai e disse que os EUA e opositores querem ver a família “quebrar”
Guerra e os pais, Maduro e Cilia Flores, foram indiciados por um júri federal de Nova York por crimes como narcoterrorismo. O filho do ex-presidente pediu à direção do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) que convoque a população para uma resposta ao que classificou como invasão dos Estados Unidos.
“Vocês vão nos ver nas ruas, vão nos ver ao lado dessas pessoas, vão nos ver erguendo as bandeiras da dignidade […] Eles querem nos ver fracos, mas não vão nos ver fracos, não vão conseguir. Dói? Claro que dói, claro que nos deixa com raiva, mas eles não vão conseguir nos quebrar. Juro pela minha vida, juro pelo meu pai, juro por Cilia, que vamos superar isso”, disse em áudio divulgado por apoiadores.
Deputado da Assembleia Nacional, Guerra afirmou ainda que o pai retornará à Venezuela o quanto antes e criticou lideranças do país que questionam a atuação do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na operação que capturou Maduro.
“Eles querem semear a discórdia, mas não conseguirão. Querem semear a dúvida, mas não conseguirão. Não podem conseguir, não podem semear a dúvida. O tempo dirá. A história dirá quem foram os traidores. A história revelará. Veremos. Devemos nos concentrar em fazer o país avançar, em erguer as bandeiras de Chávez e em trazer Nicolás Maduro Moros e Cilia Flores de volta sãos e salvos”, afirmou.
Indiciamentos
Além de Maduro e da esposa, o grande júri federal de Nova York também indiciou Maduro Guerra, o ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, e outros aliados do regime.
Segundo a acusação, Maduro teria liderado, por mais de duas décadas, uma estrutura criminosa instalada no alto escalão do Estado venezuelano, que utilizava instituições públicas, forças de segurança, aeroportos, portos e canais diplomáticos para facilitar o envio de toneladas de cocaína aos Estados Unidos.
A denúncia sustenta ainda que o esquema operava em parceria com organizações classificadas como terroristas ou narco-terroristas, entre elas as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), o Exército de Libertação Nacional (ELN), o Cartel de Sinaloa, os Los Zetas e o Tren de Aragua.
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