Fósseis oriundos da Bacia do Araripe são repatriados da Itália e Argentina; peças seguem para o Museu da Paleontologia do Cariri
![]() |
| Foto: Reprodução |
Entre as raridades devolvidas estão um exemplar de Martinsestheria codoensis, vindo de Buenos Aires, na Argentina, e o fóssil de peixe Vinctifer comptoni, apreendido na Itália pela polícia local e entregue à Embaixada do Brasil em Roma.
De acordo com a professora Socorro Vieira Lopes, vice-reitora da Universidade Regional do Cariri (URCA) que tem o Museu de Paleontologia do Cariri como núcleo de pesquisa e extensão a chegada dos fósseis ao Brasil é um ato relevante para a ciência e a educação, em especial para pesquisas em tafonomia, paleoecologia e biodiversidade.
"Importante reafirmar a relevância deste ato para a ciência, a educação, preservação do patrimônio histórico e cultural brasileiro, assim como o compromisso do Estado brasileiro com a soberania nacional, a proteção do patrimônio fossilífero e o fortalecimento da pesquisa científica", destacou.
A solenidade ainda contou com o acompanhamento do Secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do MCTI, Inácio Arruda; da Secretária de Cooperação Internacional da PGR, Anamara Osório Silva; e da curadora do Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, Edenilce Peixoto Batista.
De volta ao Cariri
Além dos exemplares vindos da Argentina e Itália, também foi realizada na última quarta-feira outra cerimônia de repatriação de fósseis da Bacia do Araripe, que integravam o acervo do Museu de Paleontologia da Universidade de Zurique (PIMUZ " Paläontologisches Institut und Museum). A cerimônia de doação voluntária aconteceu na Suiça.
O lote, com peso aproximado de 150 kg e distribuído em oito caixas, é composto principalmente por espécimes de peixes, incluindo exemplares de Rhacolepis sp., Vinctifer sp., Cladocyclus sp., entre outros. Saiba mais:
Por Bruna Santos
Miséria.com.br

.jpg)
0 Comentários