Aluna de academia no DF quebra os dois joelhos após trava se soltar em exercício

Uma jovem de 19 anos sofreu um acidente grave enquanto fazia exercício em uma academia na Asa Norte, no Distrito Federal, no último dia 1º. Ela quebrou os dois joelhos depois que a trava de segurança do aparelho usado para fazer elevação pélvica se soltou.

A câmera de segurança da academia registrou o momento do acidente — as imagens são fortes (veja vídeo acima). É possível ver, ao fundo, quando a barra levantada pela jovem caiu.

Alunos correram para ajudar a estudante e removeram as anilhas, que pesavam 180 quilos, do equipamento.

Apesar ter sido registrado na 5ª Delegacia de Polícia, o caso é investigado pela 2ª DP, na Asa Norte. O g1 procurou a academia, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Na delegacia em que a jovem registrou boletim de ocorrência, ela contou que treinava com a carga com que já está acostumada. Ela disse que o cinto do aparelho se soltou e deslizou, forçando as duas pernas contra o chão.

A jovem foi levada pelo Corpo de Bombeiros ao Hospital de Base, onde fez exames de raio-x e tomografia. Segundo o advogado da estudante, ela buscou um hospital particular após o hospital liberá-la. A jovem ainda não passou por cirurgia.

Em nota, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (Iges), que faz a gestão do Hospital de Base, disse que a jovem recebeu alta após decisão tomada "de forma compartilhada entre equipe médica, paciente e familiares, que optaram pela não realização de cirurgia".

"A paciente recebeu todas as orientações necessárias, incluindo sinais de alerta e recomendações para retorno em caso de alteração do quadro", disse.

O que diz o Iges

"O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) informa que a paciente foi prontamente atendida no Hospital de Base na data do ocorrido, com realização de avaliação clínica e exames.

Diante do diagnóstico, foi realizada imobilização com tala gessada, sendo definida conduta conservadora com base em critérios técnicos. A decisão foi tomada de forma compartilhada entre equipe médica, paciente e familiares, que optaram pela não realização de cirurgia.

A paciente recebeu todas as orientações necessárias, incluindo sinais de alerta e recomendações para retorno em caso de alteração do quadro.

Posteriormente, a paciente foi atendida no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), onde passou por nova avaliação especializada, com manutenção da conduta inicial.

A paciente foi novamente orientada sobre o risco de desvio da fratura e a possibilidade de cirurgia futura, caso necessário, além das recomendações de cuidado e acompanhamento.

O IgesDF reafirma seu compromisso com a qualidade da assistência prestada, pautada em critérios técnicos, segurança do paciente e respeito às decisões compartilhadas entre equipe de saúde, paciente e familiares."